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Londres: renovação urbana em favor dos residentes

“Quando não se puder viver e viajar na capital, a cidade ‘começa a fracassar em todas as áreas’”. A frase é retirada da National Geographic de novembro, dum texto intitulado “Londres em Alta”, de Laura Parker.

A cidade britânica de Londres tem em marcha um projeto de renovação urbana que prevê um crescimento anual de 70 mil novos habitantes. Atualmente conta com 8,8 milhões de residentes e, até 2050, mais dois milhões de seres humanos escolherão esta megacidade para viver. Londres está, hoje, ao nível do que se passava em 1939.

Por comparação, a cidade do Porto tem agora o mesmo número de habitantes que registava há 100 anos. Nas ruas de Londres falam-se mais de 300 idiomas e 40% da população da cidade nasceu fora do Reino Unido. Indianos, paquistaneses, bengalis, polacos, romenos e búlgaros são as maiorias entre as minorias de estrangeiros residentes na capital britânica.

Prioridade: mais habitação e casas a preços acessíveis

Como principais consequências, os aeroportos controlam milhares de voos por hora, os horizontes vão ficando ocultos por novos edifícios – ainda que aos principais monumentos e edifícios seja garantido um corredor de visibilidade; e os preços por metro quadrado de habitação aumentam de forma galopante.

O presidente da Câmara de Londres prometeu resolver o problema da habitação na cidade, cujas necessidades ultrapassam as 66 mil casas novas por ano, com 50% delas a preços acessíveis. No entanto, as projeções mais otimistas apontam para escassos 35%.

Pensar a cidade no global para resolver problemas específicos

Os outros desafios que Londres enfrenta referem-se aos transportes, à poluição e à combinação de pequenas ações em detrimento de uma muito grande. Um dos governantes locais, em declarações à revista National Geographic, acrescenta que “o maior desafio em qualquer espaço urbano é conciliar a renovação de uma área com os serviços que tornam a vida na cidade suportável e desejável”.

Pensar a cidade é uma tarefa coletiva, que carece do empenho, dedicação e contribuições de todos os atores. Só uma oferta complementar, entre viver, trabalhar e desfrutar poderá permitir criar uma cidade do futuro.

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