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É o Capital Humano quem cria valor nas empresas

 

O Capital Humano é, em muitas situações, o que distingue uma empresa de outra. O conhecimento, a capacidade de trabalho, o potencial de evolução, as competências dos recursos humanos constituem uma das principais mais-valias à disposição das organizações. É o Capital Humano quem pode criar valor para as empresas.

Portugal apresenta, ainda e lamentavelmente, uma população com muito pouca escolaridade. Os dados da Pordata referentes a 2017 revelam que 60,8% dos portugueses possuem apenas o terceiro ciclo completo ou menos. 21,1% dos portugueses concluíram o Ensino Secundário e 18,1% o Ensino Superior. Estes dois últimos indicadores registam uma evolução muito positiva nos últimos 30 anos. O número de portugueses com o Ensino Secundário duplicou desde 1998 e com Ensino Superior triplicou! Contudo, o facto da esmagadora maioria dos cidadãos ter parado muito cedo no seu percurso escolar é deveras preocupante.

 

Poucas qualificações = conhecimento limitado

 

Sabe-se que é o conhecimento que conduz à inovação, ao crescimento económico e à evolução das sociedades. É do conhecimento que se consegue criar valor nas organizações.

Esta ausência do saber tem limitado o crescimento económico do nosso país ao longo de séculos. Uma sociedade pouco culta, mal informada, é igualmente pouco interventiva, demonstra níveis de curiosidade muito baixos e é incapaz de avaliar e questionar os poderes instituídos, contribuindo mais para a manutenção do status quo do que para a disrupção.

A evolução positiva registada nas últimas décadas provocou uma situação caricata nas empresas: os trabalhadores possuem, em regra, mais formação dos que os próprios empresários. Uma situação que poderia resultar em vantagem competitiva para as organizações, mas que, infelizmente, contribui mais para a desmotivação dos colaboradores e para níveis de competitividade muito reduzidos.

Contratar mestres e doutorados a metade do preço

 

A este propósito, e para além das inúmeras possibilidades de formação profissional existentes no mercado e à disposição de profissionais e empresas, o programa Norte 2020 “lançou uma nova oportunidade de financiamento para incentivar a contratação de recursos altamente qualificados por parte de micro, pequenas e médias empresas”. Os interessados poderão candidatar-se, durante 2019, “a um apoio que financia em 50 por cento os custos salariais pelo período máximo de 36 meses. No total, prevê-se a aplicação de 10 milhões de Euros do Fundo Social Europeu para a contratação de licenciados, mestres, doutorados ou pós-doutorados.”

Trata-se de uma oportunidade excelente para as empresas contarem com recursos humanos altamente qualificados – mestres, doutorados e pós-doutorados – detentores de competências inovadoras e de capacidade de investigação, os quais podem contribuir para introduzir novos processos nas organizações.

 

Pense bem, antes de contratar

 

O Capital Humano, enquanto variável fundamental para o sucesso das empresas, deve ser encarada sempre com o máximo de seriedade e de responsabilidade. Contratar um trabalhador incompetente pode ser barato, mas os eventuais custos para a organização serão muito mais elevados do que a opção por um quadro qualificado.

Num cenário em que a maioria das empresas admite contratar novos profissionais durante 2019, pense bem antes na hora de escolher o seu próximo colaborador.

 

 

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